Diariamente, recebemos frequentemente tutores que desparasitam com regularidade, mas continuam a encontrar parasitas ou sinais de desconforto. Na maioria das vezes, o problema não está no produto — está na aplicação do desparasitante, ou na frequência que não são as indicadas
Uma dúvida comum em consulta é: “Se não vejo pulgas, é mesmo necessário?”
A resposta é simples: quando vemos o parasita, o problema já está instalado.
A desparasitação funciona como uma barreira de proteção contínua e é essencial por três motivos:
Pulgas e carraças transmitem doenças como a Febres da Carraça que podem ser crónicas ou fatais.
Parasitas internos como lombrigas e ténias podem ser transmitidos às pessoas, sobretudo às crianças.
Apenas cerca de 5% das pulgas estão no animal. Os restantes 95% encontram-se no ambiente, sob a forma de ovos e larvas (!).
Os intervalos entre desparasitações não são aleatórios. São definidos de acordo com o ciclo de vida dos parasitas e o estilo de vida do animal.
Um erro frequente é interromper a proteção no inverno. No entanto, o aquecimento das casas permite que as pulgas sobrevivam todo o ano, e as carraças tornam-se ativas assim que a temperatura sobe.
A continuidade é a chave para uma proteção eficaz.
Se o seu animal vai para um hotel, viajar ou frequentar zonas rurais, fale connosco com antecedência. Pode ser necessário reforçar ou ajustar a proteção.
Se existir mais do que um animal no mesmo ambiente, deverão ser desparasitados em simultâneo.
A frequência depende da idade e das condições de cada animal.
Cachorros e gatinhos devem iniciar a desparasitação entre as 2 e as 3 semanas de idade, repetindo de 2 em 2 semanas até aos 3 meses. Depois, a proteção deve ser mensal até completar 1 ano.
Adultos devem, regra geral, fazer desparasitação interna de 3 em 3 meses e proteção contra parasitas externos mensalmente (ou conforme o produto).
Seniores mantêm o plano dos adultos, com ajustes sempre que existam doenças ou medicação associada.
O plano deve ser sempre definido pelo médico veterinário.
Um dos erros mais frequentes é usar um produto inadequado ao peso atual do animal. Bastam pequenas variações para comprometer a eficácia.
Regra de ouro: nunca administrar um desparasitante sem saber o peso exato.
Recomendamos pesagens regulares, especialmente em:
A pesagem é rápida e gratuita na nossa clínica — e faz toda a diferença !
Aplicação correta da pipeta
Administração do comprimido
Usar pequena quantidade de alimento húmido próprio
Peça-nos demonstração da técnica se tiver dificuldade
Vigilância em casa: sinais de alerta
Mesmo com desparasitação regular, observe o seu animal:
Arrastar o rabo no chão
Pontos pretos tipo “pó de café” na pele
Comichão intensa na base da cauda ou orelhas
Tem lembrete para a próxima dose?
Lavou camas e mantas a 60 °C após infestação?
Desparasitou todos os animais da casa no mesmo dia?
Guarde sempre a caixa ou autocolante do produto no boletim sanitário. Em caso de reação adversa, é essencial saber marca e lote.
Se tiver dificuldade em aplicar a pipeta ou administrar o comprimido, traga o seu animal à CAS- Clínica Animal do Sul. A nossa equipa de enfermagem poderá ajudá-lo.
Não sabe quando foi a última dose? Traga o boletim sanitário e ajudamos a organizar o calendário.
A desparasitação é um gesto simples — quando feito com rigor, protege o seu animal, a sua casa e toda a sua família.